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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Vilãs da alimentação





Acho que a margarina é um dos produtos industrializados mais dispensáveis que existem por aí. Insossa e de composição discutível e alarmante, sua fórmula é  de "uma medida de gordura vegetal hidrogenada (que também produz colesterol) e outra de ácido sulfúrico neutralizado com um pouco de soda cáustica. Tudo isso é aquecido a 150º, enriquecido com ácido benzóico (usado como fungicida em várias afecções da pele), ácido butil-hidroxianisol e butil-hidroxitolueno (pode tornar-se explosivo), galato de propila, leite de vaca (com gordura e tudo), galato de duodecila e sal refinado. Tudo isso é acrescido de corantes artificiais e aromatizantes F-I e F-IV, conservadores P-I e P-IV, ambos bastante tóxicos e ainda acrescido de antioxidantes, principalmente o BHA, o BHT e tocoferóis. Além disso, acrescenta-se cerca de 20.000 unidades de vitamina A sintética em cada parte de gordura vegetal hidrogenada (quando a necessidade diária de um ser humano adulto não passa de 5.000 unidades internacionais de protovitamina A natural)".
Fonte: Livro de Bolso da Medicina Natural - Marcio Bontempo - 8a. edição.
Combinação bombástica, não acha? E mais uma informação: a diferença entre o plástico e a margarina é de apenas UMA MOLÉCULA... Basta isso para resolver não consumir um produto com gosto de nada  e tudo o que for hidrogenado (isto significa que acrescentaram hidrogênio, mudando a estrutura molecular da substância).
A manteiga, tratada como vilã por causa do alto teor de gordura, se  consumida com moderação ainda pode ser considerada uma melhor opção.
Porém, existem algumas variações muito mais saborosas. Por exemplo:

O Tahine, uma pasta obtida pela moagem das sementes de gergelim. Substitui com vantagem a manteiga ou a margarina e também serve de base para inúmeras receitas.
Um clássico que usa o tahine:

 HOMUS (pasta de grão-de-bico)
Ingredientes:

-1/2 pacote de grão-de bico
-suco de 2 limões médios
-1 colher de sopa rasa de sal marinho
-4 dentes de alho socados
-3 colheres de sopa rasas de tahine

Modo de fazer:

Deixe o grão-de-bico de molho de um dia para outro. Depois, cozinhe-o por cerca de 15 minutos em água fervente. Escorra a água, reservando uma xícara. Esfregue os grãos, uns contra os outros, removendo o máximo possível das cascas. Use um multiprocessador e bata os grãos, o limão, o alho e parte da água do cozimento. Se ficar muito denso, acrescente mais água do cozimento ou água fria.


Ou uma das inúmeras variações de Dips, uma pasta que tem uma consistência parecida com a do patê:


 
 
DIP DE ABACATE COM AVELÃS

Ingredientes:

-2 abacates bem maduros
-2 CS de suco de limão
-50 g de avelãs moídas
-sal marinho e pimenta a gosto

Modo de fazer:

Corte os abacates em duas partes. Retire o caroço e extraia a polpa com uma colher. Bata no liquidificador (ou amasse) com o suco de limão e as avelãs. Tempere com sal e pimenta.
Despeje numa tigelinha e sirva imediatamente, porque esse dip não se conserva por muito tempo.





  AZEITE COM ERVAS

Ou uma opção das mais simples: numa forma para fazer gelo, coloque a erva de sua preferência e por cima, um bom azeite. Congele e depois mantenha na gaveta sob o congelador para que não derreta. Fica com a consistência da manteiga e é perfeito para passar no pão e também para cozinhar.









Por Aline Andra


 

 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Ideias festivas

 


Final de ano, tempo de comemorações e demonstrações de afeto. Com muita pompa e circunstância ou mais íntimas, as confraternizações à mesa estimulam um maior capricho e criatividade na apresentação dos quitutes e nem sempre um grande investimento de tempo e dinheiro.
Eis algumas ideias simples e divertidas que descobri por aí (infelizmente não anotei as fontes).



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 





Por Aline Andra


 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Perfumado Speculoos






Quem labuta na cozinha acaba percebendo que elaborar a mais trivial das refeições exige maior trabalho e tempo que preparar uma fornada de biscoitos para assar. Somente a falta de hábito (e isso vale para mim também) explica a escolha de comprá-los prontos e em pequenos pacotes - muitas vezes, caros e insossos e todas as vezes, pouco saudáveis.
A experiência é bastante divertida. Uma receita básica pode se desdobrar em inúmeras possibilidades além de render muito, deixar a casa perfumada durante horas e tornar-se um charme e um mimo a mais na hora de servir ou presentear alguém.
Estes biscoitos crocantes de cor marrom, desenhos em relevo e delicioso aroma de especiarias já fizeram parte das tradições de Natal na Bélgica, Holanda e Alemanha.
Há várias interpretações para a origem do nome. Pode ter derivado do latim Speculum, que significa espelho e se refere as imagens cortadas em baixo relevo em um carimbo de madeira utilizado para decorar os biscoitos. Outra explicação se relaciona com a palavra Speculator que, entre outros significados, também pode se referir a São Nicolau e ao epíteto "aquele que tudo vê". Specerij, a palavra holandesa para tempero é outra origem possível.


 



A receita original levava canela, noz moscada, cravo, gengibre, cardamomo e pimenta branca.  Nos anos 50, ao serem embalados individualmente e oferecidos como acompanhamento dos cafés servidos em bares e restaurantes, o Speculoos ficou imbatível. Com o tempo, foi transformado também em creme que, além de competir com a tradicional pasta de amendoim americana e a Nutella, foi também o pivô de uma feroz e famosa disputa judicial pelo direito de industrialização.


 

Receita do biscoito:
 
Ingredientes:
 
-250 g de farinha
-125 g de açúcar mascavo
-100 g de manteiga
-1 ovo
-1 colher de café de canela
-1/4 colher de café de gengibre moído
-1/4 colher de café de noz-moscada
-1/4 colher de café de cravo em pó
-1/4 colher de café de cardamomo em pó
-5 g de fermento em pó
- pitada de sal
 
Modo de fazer:
-Misture o açúcar mascavo, a canela, o gengibre, a noz moscada, o cravo e o cardamomo.
Derreta um pouco a manteiga, junte o ovo e depois adicione esta mistura ao açúcar com as especiarias.
Com a ajuda de uma colher, mexa até conseguir uma pasta homogênea. Junte a farinha em três etapas sem parar de mexer. Coloque o sal e, por último, o fermento. Se a massa se mostrar difícil de misturar, pode acrescentar uma ou duas colheres de sopa de água morna. Cubra a massa com papel filme e leve à geladeira por 12 horas.
Retire da geladeira, coloque em uma superfície enfarinhada, abra a massa com o rolo e corte com o cortador de biscoitos da maneira que preferir, mas não muito finos. Leve para assar em forno pré-aquecido a aproximadamente 160 graus por cerca de 20 minutos. Não se esqueça de deixar espaço entre os biscoitos, eles irão crescer! Deixe esfriar por 2 horas antes de armazenar.


 
Receita do creme: 
 
Ingredientes:
 
-150 de Speculoos
-60 gr de mel
-30 gr de açúcar
-100 ml de leite
-50 ml de óleo de canola ou girassol
-90 gr de chocolate branco
 
Modo de fazer:
 
-Esquente os biscoitos no forno a aproximadamente 150 graus por 10 minutos.
No processador ou com a mão mesmo, triture os Speculoos com o chocolate branco até restarem pequenos pedaços.
Aqueça o leite, o mel e o açúcar. Junte esta mistura à massa de Speculoos e chocolate branco. Mexa bem até obter uma pasta homogênea, mas não completamente lisa. Por último, acrescente o óleo.
Coloque o creme em um pote de vidro e deixe-o esfriar em temperatura ambiente.
Fica ótimo no pão, como recheio de bolos de chocolate, com frutas...

 
Como bônus, algumas dicas preciosas do Antônio Bernardo, do blog Delícias do Bernardo, para que qualquer receita de biscoito faça ainda maior sucesso. 











Por Aline Andra


 

sábado, 30 de agosto de 2014

Castanhas ao Limão e Chili


 




Um aperitivo muito simples de fazer, saudável e saboroso!

 

Ingredientes:

-3 xícaras de castanhas mistas (castanhas de caju, amêndoas, pecãs)

 -1 colher de sopa de azeite extra virgem

 -3 colheres de chá de pimenta em pó tipo Chili

 -1 colher de sopa de mel

 -Suco de ½ limão (ao escolher limões, prefira os que têm "biquinho". Eles contém mais suco. Na cultura popular brasileira são conhecidos como "limões-fêmeas") 

 
Modo de fazer:

-Pré-aqueça o forno a 180 graus, cubra uma assadeira com papel manteiga.
Em uma tigela de tamanho médio junte o azeite, o suco de limão, o mel e a pimenta em pó (você pode aquecer o mel no micro-ondas por 30-45 segundos para ele amolecer e ficar mais fácil de trabalhar). Adicione as castanhas e misture bem.
Espalhe as castanhas na assadeira e asse por 10 minutos. Observe de perto, para não queimar. Deixe esfriar em temperatura ambiente e sirva.





Fontes da imagem e receita:  www.thedailyblarg.com
                                                     http://wherewomencook.com




Por Aline Andra




domingo, 29 de junho de 2014

A melhor Farofa de Mel



 
 

Injustamente ainda não compartilhei este delicioso complemento para tudo que a imaginação permitir. Do Cláudio Brisighello (e de sua caríssima metade, a Yuri Hayashi) que – cheio de atitude – pilota um fogão como poucos. Aliás, vale conferir todas as suas experimentações culinárias (quando eu "crescer", quero fazer pães iguais aos dele) e seus comentários sobre a natureza, o esporte, vida em comum... Há que apreciar pessoas que sabem dimensionar a importância de viver amorosamente.
Com poucos ingredientes e alguma prática, o resultado desta receita é fantástico. O Cláudio explica com espirituosos detalhes e muitas fotos, aqui.

 
FAROFA DE MEL

- 1 colher de sopa de mel
- 1 colher de glucose de milho (ou Karo)
- 300 g de açúcar
- 10 g de bicabornato de sódio

 
Para todos os dias!

 

 

 

Por Aline Andra
 
 
 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Comendo palavras

 
 


O papel de arroz é um dos trunfos da culinária. Desde os tradicionais rolinhos com recheios variados até as modernas impressões coloridas com tinta comestível para coberturas de bolos, com criatividade, seu uso é ilimitado.
Fazê-lo em casa é muito fácil. Basta deixar os grãos de molho por 24 horas e depois bater tudo no liquidificador. A massa líquida cozinha muito rápido quando espalhada em um pano sobre o vapor. O papel fica mais resistente e muito mais elástico que o da versão encontrada em lojas de produtos orientais. Se desejar torná-lo maleável novamente, basta hidratá-lo na água em temperatura ambiente por alguns segundos, colocá-lo sobre um pano limpo e seco e enrolar com recheio, cortar como macarrão, etc. 
 






A sugestão muito simples, mas não menos interessante para um momento descontraído, foi feita pela Neka Menna Barreto, chef e nutricionista brasileira: escreva o que desejar em uma folha de papel de arroz, usando um pedaço de chocolate ou canetas com tinta comestível e compartilhe com seus parceiros na brincadeira. Digerir palavras, frases, declarações ou confissões pode se tornar bem poético e, quem sabe, até terapêutico!
 
 

Neka e sua palavra
 
 
 
 
Fonte da imagens: Google
                                  http://discoverymulher.uol.com.br
 
 
 
 
 
 
Por Aline Andra
 
 

 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Temporada de sorvete





Com o calor insuportável que está fazendo no Rio de Janeiro, sorvete não pode faltar aqui em casa. Abro as portas com alegria para todas as marcas industrializadas sem ressalvas ou culpa. Adoraria ter uma sorveteira para fazê-los de todos os tipos e sabores e rapidamente, mas na falta da traquitana e de paciência para a sequência interminável bate-leva ao freezer-espera duas horas-bate novamente-leva ao freezer até se obter a consistência ideal...
Daí adorei quando descobri a receita de um sorvete bem diferente, mais saudável e de preparo simples. A originalidade fica por conta do inhame! Sim, aquele mesmo para o qual algumas pessoas torcem o nariz. Já eu sinto a maior simpatia tanto por seu potencial quanto por sua feiura. Para saber mais sobre suas propriedades e benefícios, clique aqui .
O resultado é excelente porque o inhame age como um perfeito emulsificante, garantindo a cremosidade do sorvete.


INGREDIENTES:

Versão Vegana:

-1/2 kg de inhame
- 1 xícara de melado
- 500 ml de creme de leite de soja
- 1 colher de chá de café solúvel (opcional)


Versão lacto-vegetariana:

- 500 kg de inhame
- 2 latas de leite condensado
- 500 ml de creme de leite fresco
- 1 colher de sobremesa de baunilha (opcional) ou 1 colher de chá de café solúvel (opcional)


MODO DE FAZER:

- Descasque o inhame e cozinhe em água até ficar macio. Espere amornar e coloque no liquidificador com os outros ingredientes. Bata até ficar homogêneo. Coloque em um pote e leve para o freezer por, no mínimo, doze horas. Antes de servir, retire  do freezer e deixe na geladeira por alguns minutos. 


Esta é a base. Depois é só incrementar com tudo o que vier à imaginação: raspas de chocolate ao leite ou meio amargo, nozes, avelãs, castanhas, gengibre, doce de leite, geleias ou frutas (menos mamão), suco de beterraba ou cenoura, manjericão, tahine com folhas de hortelã, etc...






Por Aline Andra


 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

domingo, 22 de dezembro de 2013

É quase Natal!


 
Fonte: Google


Para aqueles que fazem a ceia de Natal, rabanada é fundamental, não é? Mas há também os que não gostam do trabalho de fazê-las ou, motivo ainda melhor, não gostam de frituras. Então, aqui vai uma receita de Torta Rabanada que aprendi com a Tatiana do Panelaterapia e faço durante o ano inteiro.
Excelente por ser de preparo rápido, muito simples e de forno. O resultado surpreende e satisfaz plenamente.
 
 
 
 
 

INGREDIENTES:
 

 - 2 ovos
- 1 colher de sobremesa de essência de baunilha (opcional)
- 400 ml de leite
- ½ lata ou caixa (200g) de leite condensado
- 1 colher de sopa cheia de amido de milho
- 2 pães franceses picados grosseiramente
- ½ xícara de açúcar
- 1 colher de sopa de canela
 

 MODO DE FAZER:
(Para um refratário de 26x17)
 

- Pré-aqueça o forno.
Unte o refratário com manteiga ou margarina e polvilhe a mistura de açúcar e canela. Não use tudo. Reserve uma parte para polvilhar por cima.
Pique os dois pães e espalhe sobre o refratário.
Bata no liquidificador os ovos, o leite, a baunilha, o leite condensado e o amido de milho. Espalhe esta mistura sobre os pães.
Salpique o que sobrou do açúcar com canela e leve ao forno por 35 minutos aproximadamente.
Outra dica: para variar, salpique nozes, frutas cristalizadas, chocolate meio amargo, passas...

 

 

 

 

Por Aline Andra
 
 

 
 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O ovo


 


 
"Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram. Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.
Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, o ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar uma mosca.
Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando se renuncia ao ovo frito. Dizem que a única coisa melhor do que ovo frito é sexo. A comparação é difícil. Não existe nada no sexo comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi comida, esperando o momento de prazer supremo quando o garfo romperá a fina membrana que a separa do êxtase e ela se desmanchará, sim, se desmanchará, e o líquido quente e viscoso escorrerá e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado, sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada. O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil. E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus, os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo. Quem os trará de volta? E pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema… Eu sei, eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo."
 
Luis Fernando Veríssimo
 
 
 
Realmente, quanta injustiça com um alimento tão nutritivo, saboroso e acessível a todos!
O ovo só começou a ser reabilitado na década de 1990, quando vários cientistas apontaram as falhas nas pesquisas mais antigas que concluíam que o seu consumo poderia ser prejudicial. Tudo porque, nos anos 60, descobriram que as altas taxas de colesterol no sangue sinalizavam chances aumentadas de problemas cardíacos. E como o ovo é rico nesta gordura (213 miligramas em cada unidade), passou a ser considerado um dos “culpados” da vez.
Estudos mais recentes apresentaram novas conclusões. Descobriu-se que apenas uma pequena parcela do colesterol sanguíneo provém do que comemos. A maior parte é produzida pelo próprio organismo. Sendo assim, o ovo não só está totalmente absolvido como provou seu alto valor. A lista de qualidades é longa. Todos os nutrientes estão concentrados na gema, justamente a parte mais temida. A amarelinha é fonte de ferro, por exemplo, que é fundamental para evitar a anemia. Também tem altas doses de uma substância chamada colina, que vem sendo apontada pelos pesquisadores como um nutriente importante para o desenvolvimento fetal, além de proteger o cérebro e a memória. Um ovo supre 22,7% de sua necessidade diária de colina. Os cientistas também estão pesquisando o ácido fólico que está concentrado, mais uma vez, na gema. Aliado a outras vitaminas, especialmente a B6, esse nutriente já se mostrou capaz de reduzir os níveis sanguíneos de homocisteína, uma substância que, essa sim, faz muito mal ao coração. Outros estudos provam os benefícios da clara. Um dos seus componentes ajuda a baixar a pressão arterial com a mesma eficácia dos medicamentos usados para essa finalidade. A ingestão regular de ovos também auxilia na prevenção do câncer de mama e minimiza problemas de degeneração macular, principalmente em idosos. Além de tudo isso ainda recebemos um bônus inesperado: a descoberta de que comer ovos no café da manhã, pasmem, ajuda a emagrecer porque eles oferecem uma sensação maior e mais duradoura de saciedade.
Uma única ressalva permaneceu. Algumas pessoas como os diabéticos e aqueles que já sofreram infartos devem realmente obedecer à limitação de três unidades semanais como forma de manutenção de uma alimentação mais balanceada. Para os demais, o ovo está totalmente liberado!

 

 

Fonte da pesquisa:
 

 

 

Por Aline Andra

 
 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Feita em casa


 
 

Nunca gostei muito das maioneses industrializadas. Sempre achei que todas tem gosto de “nada” além de achar espantosa a lista de conservantes, aromatizantes, corantes e sequestrantes (?!) que os produtos contêm. Como atualmente é mais sensato evitar as tradicionais, aquelas feitas por nossas mães e avós, com gemas de ovos crus, fiquei fã das receitas de maionese da Tatiana do Panelaterapia. As tentativas de combinar ervas e temperos diferentes são divertidas, os resultados são sempre saborosos, rendem bastante e, principalmente, tem a garantia do alimento caseiro.
Quem ainda não conhece, pode experimentar sem reservas.
 
 

 
 
MAIONESE DE LEITE

Ingredientes:

- 1/2 xícara de leite
- 1 dente de alho
- 1/2 colher (sopa) de mostarda
- 1/3 de xícara de ervas de sua preferência (salsa, cebolinha, manjericão, orégano, etc.)
- 1 colher (sopa) de suco de limão
- 1 colher (café) rasa de sal
- mais ou menos 1 xícara de óleo

 
Modo de fazer:

- Coloque tudo no liquidificador. Conforme for batendo, derrame lentamente um fio de óleo através da tampa menor do copo do aparelho. É importante que o fio seja constante. A mistura vai começar a engrossar até a consistência desejada.


 


MAIONESE VERDE

Ingredientes:

- 1 pão amanhecido sem casca e picado grosseiramente
- 1 colher (café) rasa de sal
- 1/2 colher (café) de alho amassado ou picado
- 150 ml de leite
- mais ou menos 150 ml de óleo

 
Modo de fazer:
 
- Coloque tudo no liquidificador. Conforme for batendo, vá derramando um fio de óleo lentamente e com constância através da tampa menor do copo do aparelho até a pasta ficar bem firme. Incremente como quiser, batendo junto combinações de outros ingredientes como ervas diversas, mostarda, molho inglês, pimenta do reino, tomate seco, azeitonas, cenoura, beterraba, etc.


BREVE HISTÓRIA:

A maionese foi inventada em 1756 pelo chef francês do Duque de Richelieu. Depois que o duque derrotou os britânicos em Port Mahon, nas Ilhas Baleares, seu cozinheiro criou um banquete que incluía um molho feito à base de nata e ovos. Percebendo que não havia nata na cozinha, o chef a substituiu por azeite de oliva e apelidou o novo molho de Mahonnaise, em homenagem a vitória do Duque. Tempos depois, levou a novidade para a França, onde passou a ser conhecida como Mayonnaise, se popularizando em vários países do mundo.
 
 
              http://pt.wikipedia.org/wiki/maionese


 

 

Por Aline Andra