Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de dezembro de 2014

As divinas vozes do Libera





O som do Libera tem circulado pelo mundo nos últimos anos e alcançado imenso reconhecimento e admiração. Um projeto musical de excelência sem fins lucrativos e, sobretudo, um projeto de vida para meninos com idades que variam de sete aos dezesseis anos, recrutados em diversas partes do sul de Londres e com diferentes formações religiosas.
A seleção e treinamento são rigorosos já que a principal característica desses cantores mirins é a sonoridade angelical dos timbres vocais e quando começa a ocorrer a inevitável mudança de voz, eles devem deixar o grupo (o que já aconteceu com muitos dos meninos que participaram dos vídeos abaixo). Felizmente, o amor pela música já está sedimentado e alguns continuam em coros para adultos ou seguem carreiras solo bem sucedidas.
Dirigidos por Robert Prizeman (que compõe e faz o arranjo da maioria das músicas) e Ian Tilley, a popularidade do Libera deve-se também ao tratamento mais contemporâneo dado às obras, com a combinação de elementos do canto gregoriano, da música clássica como também do pop e da new age. A adição de sintetizadores eletrônicos e de uma utilização judiciosa das vozes mais baixas em muitas das gravações contribuem para tornar o resultado final nada menos do que magnífico.
 


 
 

 

 

 

Por Aline Andra





quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Emmanuel - Chris Botti e Lucia Micarelli





Linda, linda apresentação de Emmanuel – uma composição de Michel Colombier – em um momento de total compatibilidade criativa entre dois excelentes musicistas.
O trompetista Chris Botti, nascido em Oregon (EUA), mas de descendência inglesa e italiana, já é um nome marcante da música contemporânea e sua expressão musical começa no jazz e se expande para além dos limites de qualquer gênero único.
Lucia Micarelli, violinista e atriz americana, tornou-se bastante conhecida por suas colaborações nas gravações de Josh Groban e da banda de rock Jethro Tull.









Por Aline Andra


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Just squeeze me - Jane Monheit







O swing desta cantora americana de Long Island já estava no seu DNA. Sob a influência de pais musicistas, ela aprendeu teoria e clarinete e, ainda muito jovem, já atuava e cantava em produções teatrais locais.
Passou a ser considerada uma das melhores jazzistas da atualidade depois de tornar-se uma das finalistas na competição vocal do Instituto Thelonius Monk em 1998 e, dois anos depois, gravou seu primeiro álbum - cantando principalmente os bons clássicos americanos (que eu adoro).
Agora, mais amadurecida e experiente, ela pode se dar ao luxo de se expandir para outros universos, inclusive, o das próprias composições.
Pela música brasileira, ela se diz encantada e, muito especialmente, por Ivan Lins. Rio de Maio, por exemplo, é deliciosa de ouvir - também por causa de seu sotaque português - e muitas canções já foram gravadas e belamente interpretadas em parceria com ele e com outros compositores brasileiros.
Enfim, Jane Monheit tem beleza, estilo, uma voz apurada, bom gosto e ainda terá muito a dizer. Vamos aproveitar!








Por Aline Andra



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Setembro - Ivan Lins

 
 
 

Acho que a opinião sobre Ivan Lins é unânime: ele é apenas o Máximo!
Feliz fruto de uma geração turbulenta e questionadora, lá se vão quarenta e cinco anos de carreira! Do tempo em que já tendo o que dizer, barbudo e com a voz acima do tom cantava Madalena e Meu país, algumas coisas mudaram e para melhor.
Com repertório sofisticado que reflete seu pensar, trejeitos e quase transes que demonstram sua intensa paixão pela Música e sua integridade com seus parceiros e com sua trajetória de vida, me fica a impressão de que Ivan é daqueles que transformam tudo que tocam em ouro.
De seus “cantares”, acho que a que melhor o dimensiona é a canção Daquilo que eu sei.

“Daquilo que eu sei
Nem tudo me deu clareza
Nem tudo foi permitido
Nem tudo me deu certeza...
Daquilo que eu sei
Nem tudo foi proibido
Nem tudo me foi possível
Nem tudo foi concebido...
Não fechei os olhos
Não tapei os ouvidos
Cheirei, toquei, provei
Ah, eu usei todos os sentidos
Só não lavei as mãos
E é por isso que eu me sinto
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!”

Escolhi Setembro (Ivan Lins, Vitor Martins e Gilson Peranzetta) pela sua harmonia e como um voto de que este mês seja especial e pleno de boas novas para todos nós.

Com Ivan Lins e Marco Brito nos teclados, Téo Lima na bateria, Nema Antunes no baixo e João Castilho na guitarra e violão.

 

 
 
 
 
 

Por Aline Andra
 
 
 

domingo, 3 de agosto de 2014

Clair de lune - Debussy

 
 
 
 
 
Há dias perfeitos para se ouvir música clássica e sinto que os domingos combinam especialmente com as composições de Claude Debussy (1862-1918).
A quase inacreditável de tão bela, Clair de lune, na interpretação impecável de Sanae Takagi.
 
 
 






Por Aline Andra
 
 

sábado, 28 de junho de 2014

Driven to tears - Robert Downey Jr. e Sting





Percebo que a maturidade trouxe muitos saldos positivos, tanto no aspecto profissional quanto no pessoal, para o ator Robert Downey Jr.
Vê-lo explorando sua versatilidade e aproveitando as várias possibilidades como artista com tanta segurança e empolgação é - para quem o admira - uma ótima sensação.
Fazendo parceria em Driven to tears do The Police com o super astro Sting, ele roubou a cena e mostrou a que veio. Muito bom!
 


 
 
 
 

Por Aline Andra

 


terça-feira, 27 de maio de 2014

Rhapsody in Blue - Leung Pak-yue

 
 



Como explicar tanto talento e seriedade numa pessoa ainda tão miúda?
Leung Pak-yue  venceu a competição de 2009 do Festival de Harmonica de Hangzhou (China), tocando a bela e difícil composição de George Gershwin - que combina elementos da música clássica com influências do jazz. 
Digno de registro e aplausos!
 


 
 
 
 

Por Aline Andra
 
 
 

 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Desenredo - Boca Livre e Roberta Sá






Penso que a música popular brasileira tem dois extremos: o do talento incontestável e o da mediocridade absoluta. Não há meio termo, fórmulas salvadoras ou espaço para enganações. Os que  tem o que dizer, o fazem poeticamente, apaixonadamente e com um brilho que não se extingue. Quanto ao resto...
O quarteto Boca Livre formado atualmente por Maurício Baeta (contrabaixo, violão e vocal), Zé Renato (violão e vocal), David Tygel (viola e vocal) e Lourenço Baeta (flautas, violão e vocal), sempre esteve na lista dos que merecem todos os aplausos. Em perfeita sintonia e com escolhas musicais impecáveis, eles só melhoram com o tempo. E já lá se vão mais de vinte e cinco anos de carreira!
Roberta Sá é uma joia da nova geração. Não conheço todo o seu repertório, mas sei da sua seriedade, bom gosto e inquietação na busca de uma identidade musical.
Desenredo, música de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, está de doer nesse encontro de vozes tão especiais.
Ê, Minas! Sinto uma frustração confessa e inexplicável de não ter nascido mineira.




 

 

Por Aline Andra



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Don't wait too long - Madeleine Peiroux


 


 


A voz desta jazzista, compositora e instrumentista americana da Geórgia não é notada somente pela comparação inevitável com Billie Holiday. Há tempos, Jô Soares disse numa de suas jam sessions na Rádio Eldorado paulista que “Billie tinha mel escorrendo pela garganta”. Uma das mais perfeitas definições que já ouvi. A mesma doçura se percebe em Madeleine, que começou a descobrir seu caminho aos quinze anos, apreciando os artistas do boêmio Quartier Latin, em Paris, e depois participando dos grupos.
A atenção mais expressiva chegou em 1996, com o seu primeiro álbum (Dreamland) e a partir daí aconteceu a fama. O que acho bastante interessante, além de sua óbvia qualidade como cantora, é sua "rebeldia". Introspectiva, gosta de isolamentos e silêncios e não segue os movimentos típicos de quem quer uma carreira sólida com rapidez. Durante grandes intervalos entre gravações de álbuns, ela volta às suas raízes, com concertos em pequenos clubes e apresentações de rua ao redor do mundo. Segundo li, sua gravadora já precisou contratar um detetive particular para encontrá-la. Ponto para ela!



 
 



 

Fonte da imagem: Google
Fonte da pesquisa: www.madeleinepeiroux.org
                                   http://pt.wikipedia.org/wiki/Madeleine_Peiroux 


 
Por Aline Andra

 
 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Soon - Yes



 


Há alguns dias, acordei com a voz de Jon Anderson ecoando insistentemente dentro da minha cabeça. “Soon oh soon the light, pass within and soothe the endless night...”, música da banda muito amada em tempos idos e que fez parte da minha trilha sonora, mas há muito tempo estava esquecida.
O Yes, quem viveu os anos 70 certamente sabe, foi um dos maiores expoentes do rock progressivo. Teve várias formações de músicos excepcionais e se afirmou através de arranjos complexos com orientação erudita, alternância dos vocais com longas passagens de instrumentais criando uma atmosfera um tanto ou quanto dramática e apresentações ao vivo impactantes.
O motivo de ter me lembrado da música, não sei. Mas, com certeza, ainda acho que ela é de uma pungência absoluta. E talvez, apenas talvez, os momentos nunca passem, fiquem somente adormecidos...  



 
 
 
 
 
 

Por Aline Andra
 
 
 
 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Essa Mulher - Leila Pinheiro

 
 
 
Fonte: Google 
 

Joyce é uma das compositoras brasileiras que mais admiro e dispensa apresentações. Com sua obra, cria dos anos 70, prova que tem e sabe o que dizer. Essa Mulher, feita em parceria com Ana Terra, é perfeita.
Leila Pinheiro, em minha opinião, é uma das vozes mais marcantes da nossa música popular e equilibra a técnica tão bem quanto a emoção. Com sua entrega nesta interpretação a tornou ainda mais arrebatadora.
Para todas as mulheres, nesse "espelho casual"...
 
 
 
 
 
 
 
 

Por Aline Andra
 
 
 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Kung Fu Piano:Cello Ascends - The Piano Guys



 
 
 

Carismáticos e competentes, cuja intimidade com seus instrumentos e paixão pela música ficam evidentes, o violoncelista Steven Sharp Nelson e o pianista Jon Schmidt começaram a chamar a atenção quando seus vídeos criativos, apresentados no YouTube por diversão, tornaram-se fenômeno mundial. Seu primeiro álbum foi lançado em 2011.
Com o suporte de Paul Anderson, Tel Stewart e Al van der Beek na produção musical e visual e arranjos sempre interessantes que visam à interação da música clássica com a popular, o sucesso é mais que merecido.
O grupo sonhador idealizou colocar um piano de cauda em cima da Grande Muralha da China. Construída em 570 D.C. e reconstruída durante a dinastia Ming (1368-1644 D.C.), tem mais de 8000 quilômetros (5000 milhas) de comprimento e pode ser vista do espaço. Neste belo vídeo, os dois músicos tocam um arranjo que mistura um dos temas do filme Kung Fu Panda, Oogway Ascends com o Prelude Op. 28 nº 20 in C minor de Chopin.
 
 
“Nossa visão é a de criar músicas e vídeos que inspirem as pessoas. Queremos levar a música para o mundo e fazer a diferença.”


 
 


 
 
 
 
 

Fonte da imagem: Google
Fonte da pesquisa:  http://thepianoguys.com

 

 

Por Aline Andra
 
 
 
 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Father and Son - Cat Stevens






Apesar de permanecer quase trinta anos afastado da indústria musical, este cantor e compositor britânico, cujo nome verdadeiro é Steven Demetre Georgiou, atualmente com 65 anos, continua sendo lembrado e ouvido (ainda vende uma média de dois milhões de discos por ano). Músicas como Wild World, Morning has broken, Oh very Young e Where do the children play embalaram os anos 70 e um tempo de juventude de muita gente, incluindo o meu.
Em 1977, Cat Stevens converteu-se ao islamismo e mudou novamente seu nome para Yusuf Islam. Passou a dedicar-se a atividades beneficentes e educacionais em prol da religião desde então, fundando escolas muçulmanas em Londres e uma organização sem fins lucrativos, Small Kindness, reconhecida pela ONU, através da qual presta ajuda aos órfãos de regiões de conflito como Bósnia, Kosovo e Iraque.
Há dez anos, voltou a compor e produzir discos de música espiritual e a apresentar-se ocasionalmente nos palcos revivendo os antigos sucessos.
Gosto especialmente de Father and son e do modo como ele se divide em dois registros vocais cujas intensidades marcam as diferenças de pensamento e sentimento entre um pai e seu filho num diálogo atemporal e emocionado.
  

 
 
 
 
 
 

Fontes das imagens e pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cat_Stevens
                                                         www.yusufislam.com

 
 
 

 

Por Aline Andra

 
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

I've got a crush on you - Stacey Kent



 


Gosto muito da voz “aveludada” desta cantora americana cujo repertório está longe de ser previsível. Apesar do sucesso de suas interpretações de clássicos de Cole Porter, Jerome Kern, Johnny Mercer, Rogers e Hammerstein e outros nomes famosos, ela sempre ousa ao trazer novos elementos à sua discografia. Algumas parcerias interessantes como a que fez com o escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, com a música francesa e, em seus “passeios” pela música popular brasileira, com compositores como Marcos Valle, Caetano Veloso, Sérgio Mendes e Roberto Menescal, provam sua versatilidade. Aliás, seu amor pelo Brasil é declarado não só através de suas escolhas musicais como pela sua fluência e domínio da língua portuguesa. Casada com o saxofonista Jim Tomlinson, cuja participação em suas gravações é constante, Stacey Kent tem estilo.
Sofisticação e delicadeza são suas marcas e é um prazer ouvi-la com atenção. Ela sempre surpreende.
I’ve got a crush on you é uma canção dos anos 30, de autoria de Ira e George Gershwin e combinou perfeitamente com a sequência musical mostrada no vídeo, onde Gene Kelly e Cyd Charisse, fantásticos dançarinos-atores que fizeram enorme sucesso nos musicais da MGM na década de 50, esbanjam poder, equilíbrio e divertida provocação.
 
 

 
 
 
 

Fonte da imagem: Google

 
 

Por Aline Andra
 
 
 

domingo, 25 de agosto de 2013

Paciência - Lenine

 
 


Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, pernambucano de Recife, é um cantor, compositor, arranjador, escritor, letrista e músico da melhor safra. Com cinquenta e quatro anos e trinta de carreira, Lenine - assim chamado por conta de uma homenagem do pai socialista ao líder soviético - traz em suas composições, influências de inúmeros gêneros musicais, desconsiderando rótulos e classificações.
Com dez discos lançados, várias participações em álbuns de outros artistas e projetos para cinema e teatro, muitas premiações e ocupante da cadeira 38 como acadêmico correspondente da Academia Pernambucana de Letras, este artista de voz e inspiração intensas é, com certeza, um dos renovadores da música popular brasileira.
 


 
 
 
 

Fonte da imagem: Google
Fonte da pesquisa: www.lenine.com.br
 
 
 
Por Aline Andra
 
 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Feeling good - Nina Simone



 
 

Esta cantora americana que já foi considerada a “A alta sacerdotisa do Soul” -  cujo nome verdadeiro era Eunice Kathleen Waymon - nasceu em 21 de fevereiro de 1933, na Carolina do Norte. Nina Simone iniciou-se na música aos quatro anos de idade, tocando piano e cantando no coral da igreja. A menina de família numerosa e humilde educou-se graças ao fundo especial de ajuda estabelecido por um professor de música. Depois de terminar o colegial, ganhou a chance de estudar música clássica no famoso Juilliard School of Music de Nova Iorque, quando a comunidade de sua cidade arrecadou dinheiro para uma bolsa de estudos. Alguns anos mais tarde, quando sua admissão para o prestigiado Curtis Institute of Music na Filadélfia foi negada, Nina desistiu de tentar tornar-se a primeira pianista clássica afro-americana e descobriu o jazz e o blues, tocando e cantando em clubes na década de 50.
De muitas maneiras, esta extraordinária artista desafiou padrões. Em parte pela sua formação clássica, influência que imprimiu em todo o seu trabalho e em parte pela sua participação no Movimento dos Direitos Civis.
Carismática e espontânea, Nina Simone exercia um efeito quase hipnótico e sedutor em quem a ouvia.
Morreu enquanto dormia em sua casa no sul da França, em 21 de abril de 2003, deixando uma bagagem musical atemporal, registrada em mais de quarenta álbuns originais. Um verdadeiro tesouro.

 


 
 
 

Fonte da imagem: Google
Fonte da pesquisa: www.ninasimone.com

 

 

 

Por Aline Andra
 
 
   

sábado, 29 de junho de 2013

Je suis malade - Lara Fabian



Fonte: Google
 

Conheci a voz de Lara Crokaert (seu verdadeiro nome), 43 anos, de nacionalidade belga e cidadania canadense, quando uma música gravada por ela fez parte da trilha sonora de uma novela brasileira. Tornou-se um avassalador sucesso. Isso, entenda-se, significou ouvir a tal música tocando exaustivamente, escandalosamente, quase dolorosamente nas rádios e espaços públicos e privados o tempo todo. Tenho certa implicância com este tipo de superexposição que acaba por desgastar o mérito de qualquer obra, quando ele existe. No caso de Lara Fabian, o mérito sempre existiu. Somente há pouco tempo (falha minha), admiti o talento desta cantora cujo registro vocal, aliado a uma intensa presença cênica e entrega à interpretação de um belo repertório - em vários idiomas - é excepcional.



 
 
 
 
 

Por Aline Andra

 
 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Bluesette - Toots Thielemans



 
 
 
Jean Baptiste Frederic Isidor “Toots” Thielemans nasceu na Bélgica em 29 de abril de 1922. Começou a tocar harmônica de boca ou gaita como hobby ainda criança. Ganhou sua primeira guitarra numa aposta e, a partir daí, “contaminou-se” (como ele diz) com o vírus do jazz.
Tocou e gravou com Ella Fitzgerald, Quincy Jones, Bill Evans, Ivan Lins, Natalie Cole, Pat Metheny, Caetano Veloso, Paul Simon, Elis Regina e muitos outros grandes nomes da música. Participou também de dezenas de trilhas sonoras de filmes famosos como, por exemplo, Midnight Cowboy. Além disso, é celebrado como excelente assobiador profissional criando novos sons ao unir voz e instrumento em originais composições.
Em 2001, Albert II, rei da Bélgica, honrou-o com o título de “Barão”. Em 2006, recebeu de Gilberto Gil, o título de “Comendador da Ordem do Rio Branco”, uma das mais altas distinções do Brasil.
Amo o som da harmônica e Toots Thielemans emociona-me sempre. Não somente pelo virtuosismo, mas pela sua empolgação. A atmosfera tão óbvia de intenso bem estar que ele cria no palco, tocando ao lado de grandes músicos ou sozinho, aos 91 anos, renova minha admiração por esse que é considerado um dos maiores instrumentistas de nosso tempo.
Em 1962, ele compôs Bluesette, um dos seus maiores sucessos.
 
 
 
 
 
“I fell better in
that little space
between a smile and a tear.”
(Toots Thielemans)
 
 
 
 
Por Aline Andra
 
 

domingo, 12 de maio de 2013

Aos nossos filhos - Elis Regina


 
 
 
 
 
 Através da saudosa Elis Regina (1945-1982), nossa “pimentinha”, que ainda considero a melhor intérprete brasileira de todos os tempos e da belíssima música de Ivan Lins e Vitor Martins, homenageio e abraço todas as “mães”, tenham elas  filhos ou não, pois penso que o ato de maternar pertence àquelas  que, consciente ou inconscientemente, sabem consolar, acolher, abrigar, alimentar, acarinhar e conduzir pessoas, bichos, plantas, ideias e até palavras - faladas ou escritas - porque também essas devem ser gestadas e paridas com zelo e afeto.
Aos nossos filhos é, creio eu, o sentimento dolorido, amoroso  e o pensamento comum a essas mulheres que existem em todos os lugares do mundo e Elis – ah, Elis! – que transbordava emoção e verdade e que conseguiu, no tempo que lhe coube, acalentar a todas nós...

 
 
 
 
 
 
 Fonte da imagem: Google
 
 
 

Por Aline Andra
 
 

sábado, 27 de abril de 2013

Almost Blue - Chet Baker



 
 
 Chesney Henry "Chet" Baker Jr (1929-1988), trompetista e cantor de jazz norte-americano não tardou a conquistar o sucesso, sendo apontado como um dos melhores músicos do gênero logo em seu primeiro disco.
Contemporâneo de Stan Getz, Charlie Parker (“Bird”), Gerry Mulligan, Dizzy Gillespie, Herbie Hancock e outros grandes nomes do jazz, Chet Baker buscou tanto o virtuosismo quanto a sensibilidade na interpretação. Avesso às partituras e inaugurando um modo de cantar no qual a voz era quase sussurrada, Chet improvisava com sentimento.
Infelizmente, seu declínio foi um dos mais pungentes da história da música. Sua vida foi trágica e comprometida pelo uso abusivo das drogas e as circunstâncias de sua morte – acidente ou suicídio ao despencar da janela de um hotel em Amsterdã aos 58 anos – mais tristes ainda, mas isso não desmerece a lembrança de um músico que foi a quintessência do cool jazz e, sobretudo, de um ser humano que possuía “a chama”.
Gosto especialmente de sua versão de “Time after time”, mas porque é quase madrugada de domingo, a lua está linda e o jardim está tão perfumado...
 
"Quase triste"...


 
 
 
 
 
Fonte da imagem: Google
Fontes da pesquisa: http://chetbakertribute.com
                                    http://pt.wikipedia.org/wiki/Chet_Baker



Por Aline Andra