domingo, 10 de março de 2013

Viagem no tempo: esportes



Roupa de Mergulho (1911)
 
 Era inspirada nas armaduras medievais e incluía um mecanismo muito engenhoso nas articulações que possibilitava o movimento dos braços. Patenteada por Chester E. McDuffee.

 
 
 Agatha Christie (1922)
 
 Famosa escritora de livros policiais posou com sua prancha de surf chamada “Fred”, na praia de Waikiki, no Havaí. Foi uma das primeiras mulheres inglesas a praticar o esporte!
 


 
 
 Máquinas de exercício (1900)
 
 Ancestrais dos aparelhos de musculação atuais foram criados pelo médico sueco Gustav Zander.
 
 
 
 Sean Connery (1953)
 
 Antes de consolidar sua fama, este talentoso e charmoso ator escocês conhecido por  filmes excelentes como “O nome da rosa”, “Caçada ao outubro vermelho”, “A rocha”, “Encontrando Forrester” e tantos outros, mas lembrado até hoje pelo seu inigualável “James Bond”, começou sua carreira ganhando o 3º lugar no Concurso “Mr. Universo”!  
 
 
 
Fontes da imagens: Google
                                    www.retronaut.com
 
 
Por Aline Andra
 antos

sábado, 9 de março de 2013

Viagem no tempo: evolução da moda de praia

 
 
 

As pessoas só começaram a frequentar a praia com assiduidade no séc. XIX. A princípio, como recomendação médica, por acreditar-se que a combinação de água fria e iodo trazia benefícios à saúde, aliviando doenças mentais e físicas. Até o nosso imperador Dom João VI aderiu a essa prática, embora contra a sua vontade, para curar uma ferida infeccionada em sua perna. Seguindo ordens médicas, Dom João fez diversas visitas à praia do Caju.
Um pouco mais tarde, com a urbanização e a construção das estradas de ferro, o acesso ficou mais fácil e a praia transformou-se num atraente ponto de recreação. O banho típico consistia em um breve mergulho, com senhoras de um lado e homens do outro.
Previsivelmente, novos hábitos e modismos surgiram.
Às mulheres, que no século anterior só podiam usar longos vestidos com pesos costurados à barra para evitar que as saias flutuassem, foi permitido o uso de roupas um pouco mais confortáveis, ou seja, o traje padrão passou a ser um calção bufante com uma túnica  por cima, de cor escura.


 
 
 

 Para trocarem de roupa, tinham que entrar nas “bathing machines” (máquinas do banho), que eram casinhas de madeira escuras e desconfortáveis sobre rodas, puxadas até o mar por cavalos e depois trazidas de volta à praia – tudo em nome da decência – e também deviam banhar-se em jejum.


 
 
 
 
Com a popularidade cada vez maior dos esportes como natação e mergulho, a segregação entre homens e mulheres diminuiu, os costumes foram gradualmente sendo modificados e as roupas de banho foram se adequando para proporcionar, sobretudo, maior liberdade de movimentos.
 
 
 

Em 1907, a nadadora australiana Annette Kellerman foi uma das mais ousadas, provocando um grande escândalo ao aparecer na praia de Boston em traje de banho composto, mas colado ao corpo. Foi detida por conduta lasciva.
 
 
 
 
Em 1910, o traje de banho ficou mais leve, como um vestido mais fino, porém, ainda cobrindo o corpo até os tornozelos. Também era adequado usar meias longas e sapatilhas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nos anos 20 - considerados os “anos loucos”- após a 1ª Guerra Mundial, as mulheres cortaram os cabelos, passaram a fumar em público e trocaram os sisudos e escuros vestidos por modelos mais coloridos e curtos. Os trajes de banho acompanharam esse movimento de liberação e ficaram relativamente mais confortáveis, feitos em malha, ainda largos e cobrindo quase todo o corpo, sendo aconselhável ainda o uso de meias compridas e sapatilhas.
 
 
 
 
 
 
 
 
Em 1930, os modelos foram, cada vez mais, ajustando-se ao corpo. Com o conhecimento dos benefícios da luz solar e a moda do corpo bronzeado, a oportunidade para mudanças mais radicais surgiu. Entretanto, em nome da moral e dos bons costumes, um policial tinha a obrigação de medir o comprimento das roupas.
 
 
 
 
 
 
 
 
Finalmente, nos anos 40, houve liberalidade suficiente para a mulher mostrar suas curvas.
 
 
 
 
 
 
 
 
Em 1946, duas semanas após o teste da bomba atômica no Atol de Bikini, o francês Louis Réard, um engenheiro automotivo, criou um traje revolucionário. Nenhuma das modelos da moda de Paris ousou vestir a novidade. Foi necessário contratar uma stripper, Michele Bernardini e até ela teve de ser convencida a expor-se publicamente com peça de roupa tão sumária. A imprensa sugeriu que a vestimenta fosse batizada de biquíni porque parecia que sua portadora estava emergindo em farrapos de uma explosão nuclear usando o pouco que sobrou. Outro jornal da época descreveu-o como “quatro triângulos de nada”.
 
 
 
 
Mas, como tudo se acomoda, na década de 50, as atrizes de cinema e as pin-ups americanas passaram a ser as maiores divulgadoras do biquíni.
Em 1956, Brigitte Bardot imortalizou-o no filme "E Deus criou a mulher" ao usar o famoso modelo de xadrez vichy com babadinhos.




No Brasil, o biquíni passou a ser usado pelas vedetes que juntavam multidões nas areias em frente ao Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.  Mais tarde, a maioria das mulheres acabou seduzida, tornando-o o mais brasileiro dos trajes.
Nos anos 60, era o engana-mamãe.
Nos anos 70, a tanga.
Nos anos 80, surgiram o enroladinho, o asa delta, o de lacinho, o cortininha e o fio dental.


 

A partir daí não dá para criar mais nada porque acho que não sobrou muita coisa.
 
E a praia... Bem, a praia virou um point de lazer onde o que menos importa é o mar e seus atrativos, principalmente os terapêuticos.
 
Talvez os estilistas da moda de praia resolvam, um dia desses, retroceder no tempo e recriar modelos inspirados no séc. XIX... com certeza, será revolucionário!
 
 
 
Fontes das imagens: Google
                                   www.retronaut.com
 
 Fontes das pesquisas: http://olavosaldanha.wordpress.com
                                      http://morielnn.blogspot.com.br
                                      http://fashionuber.blogspot.com.br
                                      ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/1560.pdf
                                     
                                    
                                   

 Por Aline Andra
 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Alimento criativo







Até pouco tempo atrás não conhecia e adorei, claro!

“Bento”(ben-tô) em japonês significa “lancheira do almoço”. Mas esqueçam qualquer semelhança com as populares marmitas ou as famosas “quentinhas”. Essas caixas com divisórias (bento box) são verdadeiras obras de arte meticulosamente preparadas.

Um bento tradicional contém arroz, peixe ou carne, legumes cozidos ou em conserva como acompanhamento, em porções equilibradas.

Apesar de estarem disponíveis em  lojas especializadas por todo o Japão, o preparo de um bento decorado e divertido ainda é considerado uma habilidade essencial de toda dona de casa japonesa. A intenção é, em primeiro lugar, incentivar os filhos a comerem todo o almoço na escola, mas imagino que os adultos também gostem de levar esses charmosos lanches em passeios, viagens, trabalho, etc., com decoração menos infantil logicamente (ou não!). No Brasil, já existem versões mais simplificadas à venda.

Admiro, principalmente, a sensibilidade e o capricho que caracterizam a cultura oriental.

Às mães de filhos pequenos, todo o meu apoio. Exercitar a criatividade, demonstrar afeto nos simples e cotidianos gestos e ainda oferecer comida saudável... Não é tudo de bom?



  

  

 

   



  
Outras ideias mais fáceis de executar e igualmente simpáticas. Mais de acordo com nossa paciência ocidental...








Gostaram?




 Fonte das imagens: www.duitang.com
                                 Google 


Por Aline Andra
  

quarta-feira, 6 de março de 2013

Goethe!






Ano: 2011 (Alemanha)
Diretor: Philipp Stölzl
Atores: Alexander Fehling, Miriam Stein, Moritz Bleibtreu, Volker Brunch


Um movimento cultural e político tomou conta da Alemanha e Reino Unido no final do séc. XVIII em detrimento do curso de pensamento vigente que era o da racionalidade. Tratava-se do Romantismo. E como todo movimento que se entende por revolucionário, chegou dominador e radical.
O Romantismo privilegia a imaginação, a exaltação dos sentidos, a exploração de mundos diferentes e a poesia como expressão máxima de sentimentos profundos e sofridos. Enfim, o mundo encheu-se de "heróis".
Essa oposição razão x sentimento é mostrada magistralmente pelo diretor Philipp Stölzl no filme "Goethe!".
O ator Alexander Fehling interpreta um Johann Wolfgang von Goethe de forma arrebatadora e comovente em sua juventude rebelde, sua paixão pela poesia e consequente frustração e insegurança ao se deparar com a incompreensão dos editores, professores e, sobretudo, seu pai.
Ao ser enviado para a pequena cidade de Wetzlar - depois de seu fracasso acadêmico -  para trabalhar no tribunal de justiça e tornar-se advogado, confronta-se com esse mundo da razão e seus deveres, tradições e conformismo. Entretanto, busca na amizade por seu colega de trabalho Wilhelm Jerusalem (Volker Bruch) e no amor impetuoso por Charlotte Buff (Miriam Stein), sua própria identidade e motivação para viver.
Ao escrever “Os sofrimentos do jovem Werther” (publicado em 1774) em homenagem à sua história de amor, ele finalmente encontra sua redenção e torna-se um dos escritores mais importantes da Alemanha.
Seu livro influenciou toda uma geração de “românticos” a ponto de aumentar consideravelmente a taxa de suicídios cometidos por amor.
Impecável reconstituição de época, belas atuações, ótima trilha sonora, o filme lembrou-me um retrato em sépia numa moldura antiga. Lírico, poético e divertido na medida certa. Para ser visto mais de uma vez e apreciado em todos os detalhes.



    




Por Aline Andra
 
 


segunda-feira, 4 de março de 2013

Surpreendente natureza



Fiz algumas descobertas totalmente psicodélicas...



 
 
EUCALIPTO ARCO-ÍRIS
 

 Seu nome oficial é Eucalyptus deglupta e é nativo das Filipinas, Nova Guiné e Indonésia. Ao contrário de outras espécies de eucalipto, esta não produz óleos aromáticos e é muito sensível ao fogo. Em compensação, presenteia-nos com pinceladas de cores inacreditavelmente belas.

O segredo por trás desse espetáculo está na forma como ela vai se descascando e revelando as partes coloridas. Inicialmente, a casca lisa e marrom desprende-se e uma cor verde clara aparece. Esta mancha torna-se então, sucessivamente, verde escura, azulada, púrpura, laranja e, por fim, vermelha. Como esse processo ocorre o tempo todo, as manchas vão mudando de tons em diferentes estágios como se ela estivesse sendo pintada aos poucos. Imagino que, sendo assim, todo dia ela estará com uma aparência diferente.

Suas flores reúnem-se em inflorescências de cor branca e amarela, são perfumadas e produzem néctar em abundância, atraindo abelhas. O florescimento ocorre várias vezes ao ano, atingindo seu auge na primavera.
 

 

 
FLOR DE LÁBIOS
 
 
Esta flor de curiosa aparência – também chamada de Flor dos Lábios Quentes – tem o nome científico de Psychotria elata e surge duas vezes ao ano.

As flores vermelhas se desenvolveram para atrair polinizadores, inclusive beija-flores e borboletas. É nativa das florestas tropicais da América, como Costa Rica e Colômbia, apesar da ameaça de desmatamento.

Algumas mulheres devem morrer de inveja...
 

 

 
FRUTA DO MILAGRE

 
Fruta pequenina e vermelha, que vem da África Tropical, de gosto duvidoso, mas com espantoso efeito.

Devido à presença da miraculina - uma glicoproteína descoberta nos anos 70 - que provoca interação entre substâncias ingeridas, esta frutinha aparentemente despretensiosa consegue brincar com os sabores ao ser degustada até algumas horas depois de colhidas, transformando os alimentos ácidos (como limão, laranja, vinho, vinagre, maçã verde, etc.) em doces e equilibrando diferentemente outros alimentos. Uma única fruta produz sensação de doçura num espaço de tempo que pode variar de 30 minutos até 3 horas.

A explicação é simples: A miraculina permanece em nossa mucosa durante algum tempo e funciona como adoçante instantâneo e involuntário para todo alimento que chegar perto.

Em outros países já é comum o planejamento de festas, onde as mais variadas e loucas degustações acontecem depois da ingestão de algumas frutinhas. Aqui, no Brasil, já está virando moda também. O único problema é que a miraculina causa um efeito apenas ilusório e passageiro. Não anula a acidez dos alimentos e os efeitos colaterais continuarão existindo, como enjoo e danos à mucosa. Por isso, quem estiver pensando em ir a uma festa dessas, cuidado com o dia seguinte...

O nosso planetinha azul não é misterioso?

 

 
Fontes:http://come-se.blogspot.com.br
            http://celeirosustentável.blogspot.com.br
  
 
 
 
Por Aline Andra
 

sábado, 2 de março de 2013

Psaligraphy - A delicadeza em papel






Karen Bit Vejle é uma das artistas mais sofisticadas e especializadas em Psaligraphy que significa a arte de desenhar ou pintar com tesouras.

Historicamente, a arte da Psaligraphy é conhecida desde o século I, quando os chineses inventaram o papel, descobriram e aperfeiçoaram técnicas de recorte.

As obras são desenvolvidas a partir de uma folha de papel larga e contínua, dobrada uma ou mais vezes e então recortada, fazendo-se uso apenas de uma tesoura. Cada corte deve ser cuidadosamente planejado, pois qualquer erro poderá comprometer todo o trabalho.

Essa artista dinamarquesa foi buscar na tradição, sua forma de expressão pessoal e conquistou reconhecimento e admiração. Suas obras são requisitadas e expostas em galerias e museus do mundo todo. Foi uma das poucas artistas convidadas a ter uma exposição individual no Museu Andersen HC em Odense, na Dinamarca. Hans Christian Andersen ficou famoso por seus contos de fadas, mas também era um cortador de papel apaixonado e Karen Bit teve a honra de usar a tesoura que pertenceu a ele, uma relíquia.

Tempo, paciência, concentração e dedicação são fundamentais para tão delicada execução e o resultado final impressiona.




  








"Meu coração e alma ficam completos quando estou com a tesoura na mão e com os papéis dançando entre as lâminas. Se meus recortes conseguem chamar sua atenção por um instante, fico feliz.” ( Karen Bit Vejle)


Por Aline Andra