segunda-feira, 22 de julho de 2013

Jardim interior



 
 
 
Todos os jardins deviam ser fechados,
com altos muros de um cinza muito pálido,
onde uma fonte
pudesse cantar
sozinha
entre o vermelho dos cravos.
O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono...
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por eles passa indiferente.

 

Mario Quintana
 
 
 
 
 
 
 Por Aline Andra
 
 
 

domingo, 21 de julho de 2013

Tempo de germinar

  
 
Fonte: Google 
 
 
O milagre da natureza – desde que a semente de uma planta é lançada na terra até a explosão exuberante de uma flor – pode ser apreciado neste vídeo time-lapse realizado pelo cineasta Daniel Csobot. O processo de filmagem durou cinco meses e o resultado é encantador e de alta qualidade.  A música é de Daniel Gautreau.
 



 
 
 
 

Por Aline Andra

 
 

sábado, 20 de julho de 2013

Momentos reais e artificiais



 
 

Uma ideia criativa  ou a oportunidade perfeita acabam por gerar fotos incrivelmente originais e divertidas!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
Fontes das imagens: http://fottus.com
                                     http://quasepublicitarios.wordpress.com
                                     www.fologando.com
                                     

 

 

 

Por Aline Andra

 
 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A morte do gourmet - Muriel Barbery

 
 



Fiquei fã desta jovem escritora e filósofa, consagrada desde que seu livro “A elegância do ouriço” (Companhia das Letras, 2008 – 352 págs.), tornou-se um enorme sucesso. Tenho muita cautela com best-sellers. Desconfio bastante de uma classificação tão genérica e manipuladora que nivela, por exemplo, o fantástico “Cem anos de solidão” de Gabriel García Márquez que é no mínimo uma obra prima e o vulgar “50 tons de cinza” de E. L. James que é no máximo uma obra de mau gosto.
Sendo assim, resolvi conhecer Muriel Barbery através de seu primeiro romance “A morte do gourmet” (Companhia das Letras, 2000 – 124 págs.) e gostei tanto que o reli. Sentia que muito me escapara na primeira “degustação”, pois é uma história para ser imaginada e assimilada por todos os sentidos, um belo relato dos prazeres sensoriais (mas não somente) da boa mesa.
Pierre Arthens, o gourmet em questão, é um homem de temperamento complexo e instável, que foi guiado por quase toda a vida pela arrogância, egoísmo e volúpia que o tornaram tão temido quanto respeitado. Brilhante crítico gastronômico, famoso no mundo inteiro, aprecia e usufrui do poder de reinar nesse meio exigente e requintado, conferindo ou destruindo a excelência e a reputação dos maiores chefs da haute cuisine da França.
Com poucas horas de vida, na solidão de seu quarto, ciente do ressentimento que causou a tantas pessoas e consciente da sua indiferença, só lhe resta buscar na memória, revivendo momentos que, desde a infância, considera preciosos, aquela lembrança especial e mais importante de um sabor que o tenha marcado profundamente.
 
“Agarrei a eternidade na casca de minhas palavras e amanhã vou morrer. Vou morrer em quarenta e oito horas – a não ser que esteja morrendo há sessenta e oito anos, e que só hoje tenha me dignado notar. Seja como for, a sentença de Chabrot, o médico e amigo, chegou ontem: “Meu caro, restam-lhe quarenta e oito horas!”. Que ironia! Depois de decênios de comilança, de torrentes de vinho, bebidas alcoólicas de todo tipo, depois de uma vida na manteiga, no creme, no molho, na fritura, no excesso a toda hora sabiamente orquestrado, minuciosamente paparicado, meus mais fiéis lugares-tenentes, o Sr. Fígado e seu acólito, o Estômago, portam-se maravilhosamente bem e é meu coração que me abandona. Morro de insuficiência cardíaca. Que amargura também! Recriminei tanto os outros por não o terem em sua cozinha, em sua arte, que nunca pensei que talvez fosse a mim que ele fizesse falta, esse coração que me trai tão brutalmente, com um desprezo mal disfarçado, tal a rapidez com que se afiou o cutelo...
Vou morrer, mas não tem importância. Desde ontem, desde Chabrot, só uma coisa importa. Vou morrer e não consigo me lembrar de um sabor que trota em meu coração. Sei que esse sabor é a verdade primeira e última de toda a minha vida, que ele detém a chave de um coração que desde então silenciei. Sei que é um sabor de infância, ou de adolescência, uma iguaria original e maravilhosa antes de qualquer vocação crítica, antes de qualquer desejo e qualquer pretensão de expressar meu prazer de comer. Um sabor esquecido, acomodado no mais profundo de mim mesmo e que se revela no crepúsculo de minha vida como a única verdade que ali se tenha dito – ou feito. Procuro e não encontro.”
 
Muriel traça um perfil deste homem com seu acerto de contas e sua busca obsessiva através de suas emocionadas rememorações intercaladas com depoimentos de personagens que participaram da vida dele. Desde a esposa magoada e abnegada e os filhos fragilizados e rejeitados até o gato de estimação, todos tem algo a contar e estes curtos desabafos provocam comoção e reflexão pelo peso dos sentimentos contraditórios e pela impossibilidade de qualquer resgate.
Quanto à “Elegância do ouriço”, tive uma boa surpresa. Também gostei tanto que pretendo relê-lo, pois novamente tenho a sensação de que a escrita poética desta autora nunca é totalmente absorvida numa primeira leitura. Curiosamente, ela desenvolveu uma história que se passa no mesmo prédio luxuoso, no centro de Paris, com seus moradores ricos e fúteis. E na mesma linha de tempo em que Pierre Arthens está morrendo. Personagens que são apenas esboçados em “A morte do gourmet” tornam-se mais densos e bem elaborados como, por exemplo, Renée, a zeladora, com seu insuspeitado refinamento, ganhando plenitude e voz de protagonista. Ela, juntamente com a inteligente adolescente Paloma, que busca um sentido para a vida  e o Sr. Ozu, com sua paz e sabedoria, novo morador que chega para ocupar o apartamento da família Arthens, discorrem em pensamentos solitários ou compartilhados sobre filosofia, arte,  a vida e seus segredos, amores e ausências de forma arrebatadora. Li, em mais de uma resenha sobre o livro, que são personagens improváveis. Ora, se encontramos pessoas improváveis na vida real, por que não na ficção? Aliás, de que é feita a melhor ficção senão do inesperado?
De qualquer forma, para quem gosta de ler sobre a vida e suas improbabilidades, recomendo os dois romances e, com segurança, o que mais vier de Muriel Barbery.
 
 
 
Por Aline Andra
 
 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Fred & Ginger

 
 
Fonte: Google
 

Não por acaso, adoro filmes antigos e canções clássicas americanas. Passei incontáveis e inesquecíveis tardes de minha infância, na frente da televisão, assistindo aos musicais de Hollywood. Filmes que transformaram  a indústria cinematográfica - o gênero musical  foi considerado a melhor forma de explorar a novidade do som na sétima arte e contaria com a colaboração dos principais artistas da Broadway - e marcaram uma  época (entre 1930 e 1960).  Anos mais tarde, alimentaram minha imaginação e, certamente, tiveram influência na minha formação.
As histórias românticas (e tão ingênuas) e o glamour de imensos cenários onde atores-dançarinos-cantores, principalmente os incomparáveis Fred Astaire e Ginger Rogers, quase flutuavam em coreografias perfeitas, faziam-me prender a respiração e desconfiar que o romance devesse ter leveza, graça e sobretudo elegância. Um saudável contraponto para uma realidade com exemplos áridos.
 

 
 
 
 
 

Por Aline Andra

 
 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Com pão e com afeto






Que tal um sanduíche caprichado e divertido para agradar as crianças e os adultos que você ama?



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Fonte das imagens: Google
 
 

 

Por Aline Andra