Por Aline Andra
sábado, 16 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Viagem no tempo: um exemplo de coragem
O racismo, sabemos,
existe em todos os continentes e as motivações e consequências são geralmente
catastróficas. Entretanto, nos Estados Unidos, principalmente após a Guerra
Civil (com a libertação dos escravos, através da aprovação da 13ª emenda à
Constituição Americana, normas foram criadas visando à rigorosa discriminação
dos negros), os efeitos da segregação foram ainda mais dolorosos e difíceis de
superar ou mesmo entender.
Por isso, acho que
vale lembrar a coragem de Ruby Bridges, de apenas seis anos, que se tornou um
dos ícones do movimento pelos direitos civis há exatos cinquenta e três anos.
Em 1954, a Suprema
Corte americana ordenou que todas as escolas passassem a aceitar alunos negros.
Esse projeto de integração foi adiado por seis anos até que Ruby e mais cinco
crianças foram submetidos a testes de avaliação e selecionados para admissão em
escolas frequentadas somente por crianças brancas em Nova Orleans. Em 14 de novembro de 1960,
ela teve que enfrentar seu primeiro dia de aula na William Frantz Elementary School, acompanhada por delegados
federais designados para protegê-la de uma multidão de manifestantes que
gritava, balançava os punhos cerrados e a ameaçava de morte. Os outros
alunos foram retirados pelos pais e quase todos os professores se recusaram a
permanecer na escola, menos uma professora chamada Barbara Henry, a mais jovem
contratada, que a ensinou e amparou durante todo o ano letivo numa sala onde as duas permaneciam isoladas e Ruby só comia os lanches levados de casa por medo de envenenamento.
Sua família também
sofreu perseguições. Seu pai foi demitido, o comércio local proibiu a entrada
de qualquer parente e seus avós, meeiros no Mississipi, perderam o
direito às terras. Felizmente também houve a interferência dos solidários e
simpatizantes à causa do “Não ao preconceito” e, segundo consta, toda a exacerbação
foi gradativamente diminuindo.
Ruby cresceu,
casou-se, teve quatro filhos, trabalhou durante muitos anos como agente de
viagens e ainda mora em Nova Orleans. Sua experiência foi narrada em biografias e teses, virou pintura famosa exposta na Casa Branca e filme. Em 1999, criou, juntamente com sua antiga
professora, a Fundação Ruby Bridges que, além de combater o racismo, trabalha
com inclusão social. Seu objetivo é promover e expandir “a tolerância, respeito
e valorização de todas as diferenças”. Descrevendo a missão do grupo, ela diz: “o
racismo é uma doença de adulto e temos de parar de usar nossos filhos para
espalhá-la.”
Fonte das imagens e pesquisa:
domingo, 10 de novembro de 2013
Capturando o vento
Óleo sobre tela - Vincent van Gogh
"Segundo os antigos gregos,
só as pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do cotidiano,
criar uma realidade ou modificá-la. Portanto, era necessário o entusiasmo, que significava "abrigar um deus em si"!
Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é
o entusiasmo que traz o sucesso.
O entusiasmo é bem diferente do
otimismo. Ser otimista é esperar que alguma coisa aconteça.
Ser entusiasmado é
acreditar que é possível fazer acontecer, acreditar em si e nos outros,
acreditar na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria
realidade.”
(Extraído de um artigo de Jayme B. Garfinkel)
(Extraído de um artigo de Jayme B. Garfinkel)
Por Aline Andra
sábado, 9 de novembro de 2013
Traduzir-se
Fonte: http://palavre.tumblr.com
é todo mundo
outra parte é ninguém
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidãooutra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, ponderaoutra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e jantaoutra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanenteoutra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigemoutra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma
parte
na outra parte- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
Por Aline
Andra
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Fenomenal Yuna Kim
Uma das mais famosas
e competentes patinadoras artísticas da atualidade, a campeã mundial Yuna Kim, sul-coreana de 23 anos, se destaca pela delicadeza e versatilidade.
Abaixo, dois
momentos bem distintos e de beleza indiscutível: no primeiro, ela desliza no gelo ao som de Meditation da ópera Thaïs de Jules Massenet e no segundo, com All of me, um jazz standard
composto em 1931 por Gerald Marks e Seymour Simons, interpretado por Michael
Bublé.
Por Aline Andra
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
A responsabilidade do escritor
Fonte: http://anto8d.tumblr.com
Um trecho de uma
palestra de Neil Gaiman, escritor inglês, sobre a importância das bibliotecas e
sobre a necessidade de preservação do hábito da leitura como instrumento para
um futuro melhor.
"Eu acho que nós
temos responsabilidades para com o futuro. Responsabilidades e obrigações com
as crianças, com os adultos nos quais aquelas crianças vão se transformar, com
o mundo aonde eles vão se encontrar habitando. Todos nós – como leitores, como
escritores, como cidadãos – têm obrigações. Pensei em tentar explicitar algumas
dessas obrigações aqui.
Acredito que temos a
obrigação de ler por prazer, em privado e em lugares públicos. Se lermos por
prazer, se os outros nos veem ler, então nós aprendemos, nós exercitamos a
nossa imaginação. Nós mostramos aos outros que a leitura é uma coisa boa.
Temos a obrigação de
apoiar bibliotecas. De usar bibliotecas, de incentivar outras pessoas a usarem
as bibliotecas, de protestar contra o fechamento de bibliotecas. Se você não
valoriza as bibliotecas, então você desvaloriza informação ou cultura ou
sabedoria. Você está silenciando as vozes do passado e você está prejudicando o
futuro.
Temos a obrigação de
ler em voz alta para os nossos filhos. De ler para eles coisas que eles gostam.
De ler para eles histórias das quais já estamos cansados. De fazer as vozes
para tornar interessante, e não de parar de ler para eles apenas porque eles
aprendem a ler para si mesmos. Use o tempo de leitura em voz alta como um
momento de ligação, como o tempo em que não há telefones sendo verificados, em
que as distrações do mundo são postas de lado.
Temos a obrigação de
usar a língua. Para nos empurrar: para descobrir o que as palavras significam e
como implantá-las, para nos comunicarmos de forma clara, e dizer o que queremos
dizer. Não devemos tentar congelar a linguagem, ou fingir que é uma coisa morta,
que deve ser respeitada, mas devemos usá-lo como uma coisa viva, que flui, que
empresta palavras, que permite aos significados e às pronúncias mudar com o
tempo.
Nós, escritores – e,
especialmente escritores para crianças, mas todos os escritores – temos uma
obrigação com nossos leitores: é a obrigação de escrever coisas verdadeiras,
especialmente importante quando estamos criando contos de pessoas que não
existem em lugares que nunca existiram – a entender que verdade não está no que
acontece, mas o que ela nos diz sobre quem somos. A ficção é a mentira que diz
a verdade, afinal de contas. Temos a obrigação de não entediar os nossos
leitores, mas fazê-los precisarem virar as páginas. Uma das melhores curas para
um leitor relutante, afinal, é um conto cuja leitura não pode ser interrompida.
E enquanto dizemos aos nossos leitores coisas verdadeiras e damos a eles armas
e armadura e passagem para qualquer sabedoria adquirida a partir de nossa curta
estadia neste mundo verde, temos a obrigação de não pregar, não ensinar, não
forçar mensagens morais pré-digeridas goela abaixo dos nossos leitores, como
aves adultas que alimentam seus bebês com larvas pré-mastigadas, e nós temos a
obrigação de nunca, jamais, em hipótese alguma, escrever alguma coisa para as
crianças que nós mesmos não gostaríamos de ler.”
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