sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Viagem no tempo: o "sexo frágil" na publicidade - parte 1







Embora no Brasil os termos publicidade e propaganda sejam tratados como sinônimos, eles têm conotações diferentes.
A publicidade é usada quando a veiculação na mídia é paga, visando à divulgação de um produto e sua compra. Já a propaganda refere-se à veiculação espontânea, nem sempre inocente ou verdadeira, de crenças e ideias religiosas, políticas, ideológicas e padrões de comportamento.
É claro que a propaganda utiliza várias técnicas em conjunto com a publicidade, podendo ser usada tanto para promover um determinado produto comercial quanto para formar e/ou manipular opiniões. Armas psicológicas poderosas...
Nos anos 50 e 60, a mulher era predominantemente dona de casa, dependente financeira e emocionalmente do homem, esse sim, o consumidor em potencial cujo ego deveria ser “lustrado”- mesmo que os produtos se destinassem às mulheres - pelo mercado publicitário com toda sua bagagem de informações subliminares nem sempre sutis e, para os nossos conceitos e julgamentos atuais, agressivos e pouco éticos.
Hoje, o perfil de quem deve ser cativado é diferente. Na parte do mundo onde a publicidade é relevante, as mulheres mudaram e conquistaram ou sonham conquistar a emancipação, são autossuficientes, acumulam duplas ou triplas jornadas de trabalho e tornaram-se compradoras (e competidoras) ferozes e exigentes.
Entretanto, olhando esses anúncios antigos, dependendo do estado de espírito do momento, podemos achar graça ou sentir algum desconforto com a evidência de que nessa “guerra dos sexos” não existem vitoriosos ou emancipados no que se refere ao mundo do consumo. Homens e mulheres continuam submissos e alvos fáceis. Não nos falta inteligência, apenas certo descaso com o que deveria ser um contínuo exercício de observação.  Para o nosso bem...
 
 
Quer dizer que um mulher consegue abri-lo?
 

Porque a inocência é mais sexy do que você imagina.
 
 
Toda mulher tem um problema com sua figura.
 
 
O lugar de uma mulher é perto de seu marido, não perto da sua pia.
 
 
O Chef faz tudo, exceto cozinhar - é para isso que servem as mulheres.
 
 
É sempre ilegal matar uma mulher?
 
 
Se o seu marido alguma vez descobre... (que ela não está usando este café)
 
 
Sopre-lhe a fumaça no rosto e ela o seguirá a qualquer parte.
 
 
Para dirigir simplesmente...
 
 
Mantenha-a no lugar a que pertence...
 
 
Shhh! A mamãe está no caminho de guerra!
 
 
Ray estava a ponto de saber porque a maioria dos rapazes
apenas saíam com Tonya uma vez.
 
 
"Não se preocupe, querida, você não queimou a cerveja!"
 
 
É o único jornal cuja variada leitura interessa a todos os leitores.
 
 
Para a pele que você adora tocar.
 
 
O presente ideal para todas as ocasiões.
 
 
Se alguma vez você partisse as unhas 14 vezes limpando um forno, saberia
porque eu quero tanto este que se limpa sozinho.
 
 
É bom ter uma mulher em casa.
 
 
Cuide da casa enquanto cuida do seu peso.
 
 
Quanto mais a mulher trabalha, mais bonita se torna.
 
 
 
 
 

Fontes das imagens: http://obviusmag.org
                                     www.mujeresenred.net
                                     http://nomdusuaria.wordpress.com
 
 
 

 

Por Aline Andra
 
 
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

À Sidney Poitier, com carinho



Fonte: Google


Quem viveu os anos 60, certamente se empolgou com o carisma que este ator emprestou a seus personagens, em filmes que até hoje são lembrados com simpatia. Sidney Poitier marcou presença em um tempo em que o cinema quebrava barreiras de todos os tipos. Questionando sobretudo os problemas da desigualdade racial em muitas de suas atuações, ele “alfinetava” um dos tabus da época.
Sedutor sem ser pretensioso, sabia ser capaz de olhares cheios de significados que ora podiam expressar um charme e uma ternura irresistíveis, ora mostravam uma firmeza de caráter e uma vontade inquebrantáveis.
No mesmo momento histórico importante em que Martin Luther King Jr. ganhou o prêmio Nobel, ele foi o segundo negro a ganhar um Oscar - em 1940, Hattie McDaniel ganhou a estatueta pela sua impagável Mammy em “...E o vento levou” (Gone with the Wind) como melhor atriz coadjuvante - e o primeiro a recebê-lo como protagonista pelo filme “Uma voz nas sombras" (Lilies of the fields) de 1963. Merecidamente, pois foi o primeiro também a desafiar estereótipos e conquistar o respeito de quase todos pelo seu talento e postura. Como nunca existe unanimidade, parte da mídia o acusou de ser “útil” à propaganda de uma América cuja realidade não correspondia aos nobres finais de seus filmes. O fato é que o movimento dos direitos civis realmente formou os contornos de sua carreira e isso não foi pouca coisa. Manifestações não violentas pela igualdade estavam gestando uma nova consciência e Sidney Poitier conquistou seu quinhão de boa vontade para a causa e carregou um fardo político incomum para um astro do cinema.
Em 2002, na 74ª edição do Oscar, ele foi homenageado com o prêmio honorário pelo conjunto da obra e pela sua trajetória e apoio à abertura da indústria do cinema à diversidade racial.
Para mim, menina romântica e à procura de bons exemplos, o Professor Thackeray (de “Ao mestre, com carinho”) com seu magnetismo e dignidade inegociável foi uma descoberta e um encantamento. Inesquecível!
Para lembrar: "Ao mestre com carinho" (To Sir, with love) de 1966 e o também excelente "Adivinhe quem vem para jantar" (Guess who's coming to dinner) de 1967.


 
 
 
 
 
 
 
 

Por Aline Andra

 
 
 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Babel



Joos De Momper (1564-1635) - Óleo sobre tela
 


Referências à Torre de Babel – uma construção que atingiria os céus sem necessidade da intervenção de Deus – perduraram nos mais diversos povos da Terra, testemunhando sua existência e o fato de ter-se atribuído a esse “pecado coletivo de revolta” a causa da confusão e diversificação das línguas.
O mito de Enmerkar, dos sumérios (povo já desaparecido) fala da construção de um imenso zigurat (torre-templo) na origem dessa cisão da comunicação.
 O missionário dominicano Frei Diego Durán (1537–1588) recolheu em Xelhua (México) a saga dos gigantes que tentaram construir uma pirâmide para atingir os céus, mas que os deuses destruíram, confundindo a linguagem dos construtores. O religioso ouviu essa narração de um antigo sacerdote pagão de Cholula, pouco depois da conquista espanhola do México.
 O historiador nativo Fernando d'Alva Ixtilxochitl (1565-1648) recolheu a lenda tolteca (América Central) segundo a qual após um grande dilúvio os homens erigiram uma imensa torre que os preservaria de outro dilúvio, porém suas línguas foram confundidas e eles se dispersaram pelas diversas regiões da Terra.
 Um mito grego fala que o deus Hermes confundiu as línguas.
 Histórias mais ou menos parecidas foram documentadas pelo antropólogo social escocês Sir James George Frazer (1854 – 1941). Frazer menciona especificamente narrações nesse sentido entre os Wasania de Quênia; no povo Kacha Naga do Assam (Índia); entre os habitantes de Encounter Bay, Austrália; nos Maidu da Califórnia; nos Tlingit da Alaska e nos K'iche' Maya da Guatemala. Também entre os estonianos no Mar Báltico, Europa do Norte; e até na Arizona, EUA.
Segundo o compêndio Ethnologue, que cataloga estes dados desde 1950, o número de idiomas falados no planeta alcança a incrível marca de 6.909! Entretanto, cerca de 94% desse total, ou seja, 6.520 línguas são faladas apenas por 6% dos habitantes da Terra, enquanto o restante da população mundial utiliza apenas 389 idiomas.
Há pelo menos 172 línguas com pelo menos 3 milhões de falantes – do chinês ao tachelhit, do Marrocos, e o quimbundo, de Angola. Além desses existem aproximadamente 500 idiomas que correm o risco de extinção. Por exemplo: na China, o chinês predomina, mas há uma língua, o ayizi, com apenas 50 falantes, em um país com mais de 1 bilhão de pessoas.

 
•ÁSIA
33,6% dos idiomas

São 2.322 idiomas praticados por lá. Além de ter a maior variedade, os asiáticos também têm o maior número de falantes – 3,6 bilhões, uma média de 1,5 milhão por idioma.

 
•ÁFRICA
30,5% dos idiomas

Os africanos falam 2.110 idiomas diferentes – em média, 344 mil pessoas para cada um. Em Moçambique, por exemplo, a língua oficial é o português. Mas lá você também pode ouvir maconde, chona, tonga e outros 40 idiomas.

 
•AMÉRICA
14,4% dos idiomas

Do Alasca à Patagônia, são 993 idiomas no continente, com a média de 50.852 praticantes cada um. Você sabia que se fala francês no Haiti? E holandês em Aruba? E que 700 mil mexicanos ainda falam maia, um idioma pré-colombiano?


•EUROPA
3,4% dos idiomas

No Velho Mundo são 234 idiomas com 6,6 milhões de pessoas falando cada um. Entre as línguas de origem europeia, a mais popular é o espanhol, considerada a segunda mais comum do mundo, escrita e falada em 44 países por 329 milhões de pessoas.

 
•OCEANIA
18,1% dos idiomas

Apesar de ter apenas dois países grandes – Austrália e Nova Zelândia – a Oceania tem dezenas de ilhotas, com centenas de dialetos, somando 1.250 variedades. O resultado: em média, cada idioma é praticado por apenas 5.144 pessoas.

 
•A MAIS FALADA

A populosa China tem a língua mais executada: o chinês, com 1,2 bilhão de falantes em suas 14 variedades. O mandarim é uma delas – e é a mais falada, com 845 milhões de adeptos. O tipo de chinês menos popular é o min zhong, com 3,1 milhões.


•MENOS FALADA

À beira da extinção, com apenas um falante remanescente, há várias línguas. É o caso do Iuo, de Camarões. O Brasil também tem idiomas em risco como o catuquina, o lakondê e o sabanês.

 
•PAÍS COM MENOR VARIEDADE

Cinco países e territórios são monoglotas: Coreia do Norte (100% coreano), Ilhas Malvinas (inglês), Território Britânico do Oceano Índico (inglês), Vaticano (latim) e Santa Helena (território britânico no Atlântico, inglês).

 
•PAÍS COM MAIOR VARIEDADE

Papua-Nova Guiné, arquipélago ao norte da Austrália, tem 830 línguas em uso – sem contar as 11 extintas! Em média, cada idioma é praticado por 4.624 papuas. O segundo país mais poliglota também vem da Oceania: em Vanuatu, falam-se 108 línguas.

 
•IDIOMA ARTIFICIAL

A lista de línguas “inventadas” inclui só o esperanto, criado por um polonês no século 19.

 
•NO BRASIL

O português é a sétima língua mais falada do mundo. Somos 178 milhões de falantes em 37 países (sendo o Brasil o representante mais numeroso). À nossa frente, estão, em ordem decrescente, chinês, espanhol, inglês, árabe, hindi e bengali.

 
•IDIOMAS DE SINAIS

As linguagens feitas para surdo mudos também entram no catálogo de idiomas. E, mesmo sem som, elas variam ao redor do mundo: são 130 tipos! Só a Suíça tem três códigos de sinais diferentes: a suíço-francesa, a suíço-italiana e a suíço-germana.
 
 
 
 
 
 
Fonte da imagem: Google
                                        http://cienciaconfirmaigreja.blogspor.com.br
 
 
 
 
 
Por Aline Andra

 

 
 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Preconceituosa literatura brasileira



Foto de Joel Robison
 
 
Divulgada este ano, a pesquisa demonstrada neste infográfico sobre um total de 258 obras, correspondente à soma dos romances brasileiros do período entre 1990 e 2004, publicados pelas editoras Companhia das Letras, Record e Rocco   – responsáveis pela grande maioria dos livros vendidos/lidos no país - nos revela alguns dados preocupantes, quase uma denúncia para quem pensava que nossa  produção  literária contemporânea  já  expressava sem disfarces a nossa  realidade. Afinal, quão frágeis e superficiais parecem ser nossos posicionamentos em relação ao respeito pela multiplicidade cultural brasileira frente a um padrão ainda tão limitado e preconceituoso...


 

 
 
 
 
 
 
 
 

Fonte da pesquisa: http://pontoeletronico.me
 

 

 

 
Por Aline Andra
 
 

 
 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Casas acolhedoras



 

Um projeto fotográfico realizado por Sharon Beals documenta a fantástica capacidade dos pássaros, arquitetos criativos que ao usar e abusar de combinações dos mais diversos materiais, constroem seus ninhos com detalhes elaborados e surpreendentes.
As fotografias estarão expostas na Academia Nacional de Ciências em Washington (EUA) até o dia 2 de maio de 2014.



 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

“A sobrevivência de tantos pássaros é tênue em um mundo moderno, onde a perda de habitat é tão comum como o próximo conjunto habitacional e até mesmo mudanças sutis no clima podem afetar a oferta de alimentos. A minha esperança, ao capturar a forma de arte detalhada dos ninhos nestas fotografias, é que eles ganhem o apreço por seus construtores e inspirem a sua proteção.”
 
 
 
 
 
 


Fonte das imagens: http://jornalggn.com.br
                                    www.sharonbeals.com
 
 
 

 

Por Aline Andra

 
 
 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Kung Fu Piano:Cello Ascends - The Piano Guys



 
 
 

Carismáticos e competentes, cuja intimidade com seus instrumentos e paixão pela música ficam evidentes, o violoncelista Steven Sharp Nelson e o pianista Jon Schmidt começaram a chamar a atenção quando seus vídeos criativos, apresentados no YouTube por diversão, tornaram-se fenômeno mundial. Seu primeiro álbum foi lançado em 2011.
Com o suporte de Paul Anderson, Tel Stewart e Al van der Beek na produção musical e visual e arranjos sempre interessantes que visam à interação da música clássica com a popular, o sucesso é mais que merecido.
O grupo sonhador idealizou colocar um piano de cauda em cima da Grande Muralha da China. Construída em 570 D.C. e reconstruída durante a dinastia Ming (1368-1644 D.C.), tem mais de 8000 quilômetros (5000 milhas) de comprimento e pode ser vista do espaço. Neste belo vídeo, os dois músicos tocam um arranjo que mistura um dos temas do filme Kung Fu Panda, Oogway Ascends com o Prelude Op. 28 nº 20 in C minor de Chopin.
 
 
“Nossa visão é a de criar músicas e vídeos que inspirem as pessoas. Queremos levar a música para o mundo e fazer a diferença.”


 
 


 
 
 
 
 

Fonte da imagem: Google
Fonte da pesquisa:  http://thepianoguys.com

 

 

Por Aline Andra