sábado, 4 de outubro de 2014

Dentro dos estúdios de arte



IM INTERVIEW | JOE FIG



Quando admiramos uma obra de arte, raramente imaginamos o artista durante o processo criativo e na intimidade de seu local de trabalho. O americano Joe Fig desenvolveu essa interessante ideia a partir de sua experiência como pintor e, desde o ano 2000 - no que não deixa de ser uma homenagem -, recria em meticulosas esculturas em miniatura, os espaços de ação de pintores e escultores contemporâneos.
O modus operandi de Joe é entrevistar e observar cada um dos artistas escolhidos, tirar fotos e medir o estúdio em todas as dimensões. Cada modelo leva de quatro a oito semanas para ser construído e quase todos os apetrechos da escultura também são moldados por ele.




Jackson Pollock


Brancusi


Willem de Kooning


Matthew Ritchie


Ross Bleckner


Inka Hessenhigh


Jasper Johns


Chuck Close


Malcom Morley


Andy Warhol


Jim Rosenquist


Will Cotton


Roy Lichtenstein


Henri Matisse


Autorretrato









Fontes das imagens e pesquisa: www.artnews.com
                                                         http://photographyplayground.olympus.de
                                                         http://blogillustratus.blogspot.com.br 





 
Por Aline Andra







terça-feira, 30 de setembro de 2014

Beleza e Movimento




Com uma coreografia original e um cenário perfeito, os chineses Yang Liping e Wang Di encenam a dança de acasalamento do pavão. Belíssimo!

Yang Liping diz que “The Peacock apresenta um maravilhoso drama de balé, que fala sobre a natureza, a vida, o crescimento, a natureza humana e do amor, bem como a integração mútua da vida, o natural, o céu e a terra. Ela flui e desperta no meu corpo, e se manifesta com afluência de emoções.”










Por Aline Andra




segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Viagem no tempo: femininas revoluções - parte 2




A mãe que brinca alegremente com o filho na praia – 1950



Mulheres afegãs em uma biblioteca pública antes do regime Talibã tomar o poder - 1950





Erika, húngara de quinze anos de idade, que lutou pela liberdade contra a União Soviética - 1956




A ativista pelos Direitos Humanos Annie Lumpkins na cadeia de Little Rock – 1961



Kathrine Switzer torna-se a primeira mulher a correr a Maratona de Boston, apesar das tentativas de detê-la – 1967



O movimento pelas Libertação das Mulheres em Detroit (EUA) – 1970




Uma policial em Los Angeles (EUA) cuidando de um bebê abandonado – 1971



Jeanne Manford marcha com seu filho gay durante a Parada do Orgulho – 1972




Ellen O’Neal, uma das primeiras skatistas profissionais – 1976





Elspeth Beard durante sua tentativa de se tornar a primeira mulher inglesa a circunavegar o mundo de motocicleta numa viagem de três anos – 1980


 

Anna Fischer, a primeira “mãe no espaço” – 1980



Uma mulher sueca batendo em um manifestante neonazista com sua bolsa. Ela teria sido uma sobrevivente de um campo de concentração – 1985



Armênia de cento e seis anos protegendo sua casa com uma AK47 – 1990




Sim, incontáveis mulheres de gerações passadas se empenharam por uma mudança em suas vidas, pelo reconhecimento de suas capacidades e desejo de realização fora do lar e longe do jugo masculino. Consequentemente, essas vitórias passaram a ser de todas. E foram tantos os desdobramentos bem sucedidos desses gestos, atitudes individuais ou movimentos coletivos que sinto que um limite deixou de ser respeitado. Há algo de confuso e nebuloso entre o céu e a terra.
Disse Mary Del Priore, escritora e historiadora que muito admiro, em entrevista à revista Isto é:
“O diagnóstico das revoluções femininas do século XX é ambíguo. Ele aponta para conquistas, mas também para armadilhas. No campo da aparência, da sexualidade, do trabalho e da família houve benefícios, mas também frustrações. A tirania da perfeição física empurrou a mulher não para a busca de uma identidade, mas de uma identificação. Ela precisa se identificar com o que vê na mídia. A revolução sexual eclipsou-se diante dos riscos da Aids. A profissionalização, se trouxe independência, também acarretou stress, fadiga e exaustão. A desestruturação familiar onerou os dependentes mais indefesos, os filhos.”
“Ocupando cada vez mais postos de trabalho, a mulher se vê na obrigação de buscar o equilíbrio entre o público e o privado. A tarefa não é fácil. O modelo que lhe foi oferecido era o masculino. Mas a executiva de saias não deu certo. São inúmeros os sacrifícios e as dificuldades da mulher quando ela concilia seus papéis familiares e profissionais. Ela é obrigada a utilizar estratégias complicadas para dar conta do que os sociólogos chamam de “dobradinha infernal”. A carga mental, o trabalho doméstico e a educação dos filhos são mais pesados para ela do que para ele. Ao investir na carreira, ela hipoteca sua vida familiar ou sacrifica seu tempo livre para o prazer. Depressão e isolamento se combinam num coquetel regado a botox.”
“No decorrer deste século, a brasileira se despiu. O nu, na tevê, nas revistas e nas praias incentivou o corpo a se desvelar em público. A solução foi cobri-lo de creme, colágeno e silicone. O corpo se tornou fonte inesgotável de ansiedade e frustração. Diferentemente de nossas avós, não nos preocupamos mais em salvar nossas almas, mas em salvar nossos corpos da rejeição social. Nosso tormento não é o fogo do inferno, mas a balança e o espelho. É uma nova forma de submissão feminina. Não em relação aos pais, irmãos, maridos ou chefes, mas à mídia. Não vemos mulheres liberadas se submeterem a regimes drásticos para caber no tamanho 38? Não as vemos se desfigurar com as sucessivas cirurgias plásticas, se negando a envelhecer com serenidade? Se as mulheres orientais ficam trancadas em haréns, as ocidentais têm outra prisão: a imagem.”
“As mulheres brasileiras estão adormecidas. Falta-lhes uma agenda que as arranque da apatia. O problema é que a vida está cada vez mais difícil. Trabalha-se muito, ganha-se pouco, peleja-se contra os cabelos brancos e as rugas, enfrentam-se problemas com filhos ou com netos. Esgrima-se contra a solidão, a depressão, as dores físicas e espirituais. A guerreira de outrora hoje vive uma luta miúda e cansativa: a da sobrevivência. Vai longe o tempo em que as mulheres desciam às ruas. Hoje, chega a doer imaginar que a maior parte de nós passa o tempo lutando contra a balança, nas academias.”
“Em países onde tais questões foram discutidas, a resposta veio como proposta para o século XXI: uma nova ética para a mulher, baseada em valores absolutamente femininos. De Mary Wollstonecraft, no século XVIII, a Simone de Beauvoir, nos anos 50, o objetivo do feminismo foi provar que as mulheres são como homens e devem se beneficiar de direitos iguais. Todavia, no final deste milênio, inúmeras vozes se levantaram para denunciar o conteúdo abstrato e falso dessas ideias, que nunca levaram em conta as diferenças concretas entre os sexos. Para lutar contra a subordinação feminina, essa nova ética considera que não se devem adotar os valores masculinos para se parecer com os homens. Mas que, ao contrário, deve-se repensar e valorizar os interesses e as virtudes femininas. Equilibrar o público e o privado, a liberdade individual, controlar o hedonismo e os desejos, contornar o vazio da pós-modernidade, evitar o cinismo e a ironia diante da vida política. Enfim, as mulheres têm uma agenda complexa. Mas, se não for cumprida, seguiremos apenas modernas. Sem, de fato, entrar na modernidade.”








Fonte das imagens: http://news.distractify.com












Por Aline Andra
 


domingo, 28 de setembro de 2014

Viagem no tempo: femininas revoluções - parte 1







Estas fotografias já são eloquentes se observadas e organizadas cronologicamente em seus contextos históricos, mas a meu ver, o que vale ressaltar é a intensidade dos sentimentos percebidos nos olhos dessas mulheres. Neles, pude captar júbilo, orgulho, determinação, sofrimento e, sobretudo, um vislumbre do que só posso pensar em chamar de sentimento de “mais-valia”: uma certeza - no mínimo uma intuição que só pertence ao universo feminino - da importância fundamental de suas presenças e atitudes, naquele exato momento, em prol de uma conquista pessoal ou não, de uma afirmação anônima ou não de direitos e deveres.
Ser mulher nunca foi fácil. Livrar-se de um conceito de criatura frágil e dependente deu trabalho e exigiu coragem para enfrentar uma mentalidade patriarcal, que boicotava uma nova forma de pensar e agir contrária à expectativa e a conveniência de ambos os sexos e desde o início dos tempos. Estas heroínas invisíveis do nunca tão simples cotidiano fizeram a diferença e ajudaram a mudar o mundo.
 


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Guerreira samurai – últimas décadas de 1800




Uma operária de obra trabalhando no alto de uma construção - 1900



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O primeiro time de basquete do Smith College (EUA) - 1902



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Annette Kellerman foi presa por falta de decoro após usar esta roupa de banho em público - 1907



Maud Wagner, a primeira tatuadora dos EUA - 1907



Komako Kimura, uma sufragista japonesa em uma marcha realizada em Nova York - 1917



Uma mulher protestando depois da “Noite do terror”, quando trinta e três ativistas do movimento sufragista foram brutalmente espancadas e presas por “obstrução do tráfego” - 1917




A enfermeira da Cruz Vermelha escrevendo o que provavelmente devem ter sido as últimas palavras de um soldado britânico - 1917



Algumas mulheres prestando juramento para o US Marine Corps - 1918



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Leola N. King, a primeira guarda de trânsito dos EUA - 1918



Meninas entregando pesados blocos de gelo na época da guerra, depois que os trabalhadores do sexo masculino foram convocados - 1918



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Gertrude Ederle, a primeira nadadora a cruzar o Canal da Mancha - 1926



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Amelia Earhart, a primeira a voar sobre o Oceano Atlântico - 1928



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Mulheres treinando boxe em Los Angeles (EUA) - 1933



A fotógrafa Margaret Bourke-White no alto do Chrysler Building (EUA) - 1934



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Sarla Thakral, a primeira indiana a conquistar uma licença para pilotar - 1936



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Mulheres exibindo as pernas em shorts, pela primeira vez em público, em Toronto, Canadá - 1937



Membros do “Exército da Mãe” sendo treinadas durante a guerra na Inglaterra - 1940



Uma mulher que bebe o chá no rescaldo de um bombardeio alemão durante a blitz de Londres - 1940




Voluntárias aprendendo a combater incêndios em Pearl Harbor - 1941



Mães parisienses protegendo seus filhos de franco-atiradores alemães - 1944



Enfermeiras americanas desembarcando na Normandia - 1944



Simone Sigouin, dezoito anos, lutou na Resistência Francesa durante a libertação de Paris - 1944



Uma holandesa que se recusou a deixar o marido, um soldado alemão, e acompanhou-o no cativeiro após ter sido capturado pelos soldados aliados - 1944



Pilotos femininas da 2ª Guerra - 1945




Uma mãe mostrando a foto de seu filho, prisioneiro de guerra, na tentativa de encontrá-lo - 1947









Fonte das imagens: http://news.distractify.com



 








Por Aline Andra